Estacione Fácil

Reprodução
Park4U
A fabricante de equipamentos automotivos Valeo apresentou um sistema que estaciona o seu carro automaticamente e que pode ser controlado a partir de um iPhone, de acordo com a CNET.

Usando o sistema Park4U, um representante da Valeo estacionou seu veículo usando comandos pelo iPhone. A partir de um aplicativo no smartphone, ele conseguiu fazer o carro ir para trás, virar as rodas e estacionar em uma vaga entre dois outros veículos.

A tecnologia, porém, não é compatível com todos os veículos. O carro usado pelo representante da empresa foi um Volkswagen Sharan, que já vem equipado com o Park4U. O sistema também está presente em outros carros e usa sensores posicionados ao redor do veículo para guiá-lo em vagas. O motorista precisa apenas controlar o acelerador e o freio.

O aplicativo para iPhone da Valeo adiciona controles remotos ao acelerador e ao freio. Assim, o motorista não precisa ficar dentro do veículo para estacionar. O sistema pode ser útil principalmente em vagas estreitas.
fonte: http://olhardigital.uol.com.br/produtos/carro_tecnologia/noticias/empresa_mostra_aplicativo_que_estaciona_o_carro_para_voce

Feirão do Imposto

Alerta a população sobre a quantidade de impostos embutidos nos preços de produtos consumidos diariamente. 

Nas prateleiras, aparecem diversos itens da cesta básica, como arroz, feijão, farinha, biscoitos, além de eletrônicos, como aparelho de DVD e televisão. Em cada um deles, etiquetas revelam os preços médios cobrados nos estabelecimentos comerciais e o percentual de impostos que incidem sobre eles, na maior parte das vezes desconhecidos pelo consumidor.

A iniciativa na capital fluminense é do Conselho de Jovens Empreendedores da Associação Comercial do Rio de Janeiro.O Feirão do Imposto será promovido também em cerca de 150 cidades de 20 estados.
Para o presidente do conselho, Paulo Gontijo, o consumidor precisa saber o que paga ao governo para exigir melhores serviços.

“Muita gente não imagina o quanto paga em impostos camuflados. Se todo mundo souber o peso disso no orçamento, vai poder cobrar de forma mais eficaz a contraprestação dos serviços, ou seja, exigir que as ruas sejam mais bem pavimentadas e iluminadas, que a polícia seja mais estruturada”, destacou. “Além disso, poderemos refletir melhor na hora de votar, avaliando se os governantes estão nos devolvendo o volume de impostos que pagamos em serviços bem prestados”, acrescentou.

De acordo com Gontijo, entre os produtos com as maiores taxações estão os importados em geral, além de cigarros e álcool. Os impostos chegam a representar 80% do preços dessas mercadorias.
“Esses casos são até compreensíveis, até porque para cigarro e álcool tem a questão da saúde pública. Existem outros exemplos, no entanto, que são no mínimo estranhos. Na água, que é um produto de necessidade básica, e nos biscoitos, que integram a cesta básica, os impostos correspondem a 40% do valor de venda. O consumidor poderia pagar bem menos por esses produtos se a carga tributária fosse menor”, disse.
O motorista Sérgio Roberto de Lima, morador da Vila Kennedy, na zona oeste do Rio, se surpreendeu ao ver as etiquetas dos produtos. Segundo ele, é “desanimador” saber o peso que os impostos têm em seu orçamento “já tão apertado”.
“Levei um susto. A gente sabe que paga muitos impostos, mas não sabia quanto exatamente. O pior de tudo é ver que apesar disso não temos tanto retorno, principalmente o pobre. Nos hospitais, faltam médicos. É desanimador”, disse.
Dados do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) revelam que em 2011 o brasileiro já pagou cerca de R$ 1 trilhão em impostos aos governos federal, estadual e municipal.
Da Agência Brasil
fonte: http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20110916123727&assunto=25&onde=Economia

Dicas para comprar um carro usado

Dez dicas para identificar um veículo em boas condições de uso e quais são os automóveis que ninguém quer para negociar o maior desconto

De João Sandrini, de




 Por mais que alguém tome todos os cuidados, comprar um carro usado sempre envolve riscos. Às vezes é impossível prever que um veículo vai quebrar em breve ou não atenderá suas expectativas no longo prazo. Outra armadilha constante é o crédito. Com a maior flexibilidade dos bancos, muitos compradores se endividam demais, não conseguem pagar as prestações mensais e acabam com o carro retomado pelo banco. Para ajudá-lo a fazer a compra certa e reduzir o risco de surpresas desagradáveis, o Portal EXAME conversou com mais de 20 especialistas. Veja abaixo o que eles têm a ensinar:

1 - Teste um carro antes de comprá-lo. Fazer o test drive é melhor do que nada, mas em geral não é suficiente para uma compra segura. Ao rodar por um ou dois quilômetros, provavelmente o interessado em um veículo só terá tempo de notar seus pontos positivos. No banco do passageiro, o vendedor se encarregará de ressaltar as qualidades e esconder os defeitos do automóvel escolhido. 

Para fazer um teste mais acurado, o ideal é alugar um carro do mesmo modelo. Ao contrário do que você está acostumado a fazer, peça ao funcionário o veículo mais velho disponível na locadora. Será esse automóvel que lhe mostrará os efeitos do tempo e do uso sobre determinado modelo. Caso seu interesse seja por um carro usado, saiba que algumas lojas permitem a realização de um test drive prolongado com o próprio veículo. A rede de concessionárias Itavema, por exemplo, permite que o interessado teste o carro que quer comprar durante três dias antes de fechar o negócio. 

Já a locadora de veículos Avis oferece ao comprador a oportunidade de alugar um automóvel por dois dias. Caso feche a compra, o cliente não precisará pagar pela locação. Já se desistir, o consumidor arcará só com o custo das duas diárias. Se tiver a oportunidade de realizar um teste de longa duração, leve o carro para um mecânico de confiança que possa avaliar seu estado de conservação. Circule por locais onde está acostumado a dirigir. Verifique se o carro cabe na vaga do prédio ou se não raspa na entrada do estacionamento. Certifique-se que o modelo agrada também a outros membros da família.

2 - Saiba quais são os carros que ninguém quer. Alguns tipos de veículo são muito difíceis de vender e só devem ser comprados mediante um belo desconto. Os brasileiros preferem automóveis nas cores prata e preto. Carros com cores extravagantes são bastante utilizados por montadoras que lançam um modelo novo, mas costumam encalhar nas lojas. Já veículos brancos ou amarelos sempre despertam a suspeita de que tenham sido usados como táxi no passado. 

Outra regra que dita o comportamento do mercado é que quanto mais caro é um carro, mais rápida é sua depreciação. A mesma regra vale para os importados. Veículos fabricados no exterior que vendem pouco no Brasil muitas vezes não possuem uma rede de assistência técnica adequada nem mercado secundário no país. Também existe muito preconceito com carros oriundos de leilão, de locadora ou com um histórico de acidentes graves. Então exija desconto. Já carros que saíram de linha perdem valor porque a manutenção e a substituição de peças tendem a se tornar cada vez mais difíceis. 

Como a primeira impressão é a que fica, veículos com defeitos e riscos na pintura acabam sendo mais difíceis de vender. Alterações estruturais como as de carros rebaixados ou turbinados também não são bem-vistas no mercado. Praticamente ninguém vai pagar pelos acessórios instalados no veículo, como som, DVD ou kit GNV.

3 - Informe-se em sites e revistas especializadas sobre os veículos mais desejados. Nas redes sociais, há dezenas de comunidades que discutem a qualidade de cada veículo. Notícias e rankings publicados na mídia também ajudam muito. A revista Quatro Rodas, da Editora Abril, que também edita EXAME, divulga a cada ano o ranking dos melhores carros para comprar em 17 categorias (clique aqui e veja o ranking de 2009).

4 - Se possível, compre o carro de um amigo. Quanto mais próximo for o dono do veículo, menor o risco. Se ocorrerem eventuais problemas com o automóvel, você saberá a quem apresentar a reclamação. A dificuldade é encontrar o modelo desejado em bom estado apenas dentro do universo de conhecidos. A segunda opção mais segura são os carros de concessionárias. Além de serem lojas grandes e com uma reputação a zelar, boa parte dessas empresas ainda carrega junto o nome da montadora. Logo, o fabricante do veículo vai exigir da concessionária qualidade nos serviços prestados aos clientes. 

O que afugenta os consumidores das concessionárias é que os preços cobrados costumam ser um pouco mais elevados que nas demais formas de compra. Na escala de maior risco, em seguida aparecem os carros de lojas sem bandeira ou de locadoras. Ambas oferecem garantia de 90 dias para motor e câmbio. No entanto, a qualidade dos carros ofertados nessas lojas nem sempre será tão boa quanto nas concessionárias. As lojas sem bandeira são as principais compradoras de carros com alta quilometragem ou bem desgastados. Já as locadoras trabalham com muitos carros multiusuário. São, portanto, veículos em que o motorista muitas vezes não toma o devido cuidado para a conservação. 

Além disso, há veículos que são utilizados em condições mais severas. A pessoa aluga o carro justamente para não submeter o próprio automóvel ao desgaste de carregar carga pesada ou rodar em estrada de terra, por exemplo. Com risco maior que o carro de locadoras, estão os veículos comprados de desconhecidos. Negócios fechados entre pessoas físicas não estão sujeitos às regras do Código de Defesa do Consumidor nem tem garantia obrigatória de câmbio e motor. 

Também é necessário verificar você mesmo se o carro é roubado ou foi danificado por colisão ou enchente. Ao comprar um carro em lojas, essa triagem já terá sido feita pelo próprio estabelecimento comercial. Entre os desconhecidos, o mais arriscado é comprar um carro em outra cidade que você encontrou na internet. Muitas vezes o vendedor exige um pagamento antecipado do comprador mesmo que ele ainda não tenha tido a oportunidade de verificar se o veículo se encontra nas condições prometidas. Algumas vezes o anúncio é uma fraude: só se descobre que o carro e o vendedor não existem quando já é tarde. Então a dica é tomar cuidados redobrados.

Peça para algum conhecido que mora na cidade do vendedor fazer uma vistoria no veículo antes de realizar qualquer pagamento antecipado. Por último, a forma mais arriscada de comprar um veículo é por meio de leilão. O comprador não poderá ligar o veículo nem rodar por alguns quilômetros. A abertura do capô é o máximo que se permite aos interessados. Muitos dos veículos que vão para leilão foram vendidos por seguradoras após sinistros graves. Não é à toa que os compradores muitas vezes apresentam lances com 30% de desconto e conseguem arrematar o veículo desejado.

5 - Pesquise preços em outras cidades. Muita gente não sabe, mas pode valer a pena viajar para comprar um carro em outra cidade. O principal diferencial é o preço. Segundo a tabela da Molicar, utilizada como referência de preços de veículos nas concessionárias, comprar o mesmo carro 0 km em São Paulo custa em média 5,2% menos do que no Pará, por exemplo. Também há diferenças nos preços dos carros usados. Os mais caros estão no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, onde os valores cobrados são em média 3,7% superiores aos pagos pelos paulistas. 

Já os preços no Centro-Oeste são 2% mais baixos que em São Paulo. Em geral, o carro paulista é muito bem-aceito em todos os estados do país porque as estradas são boas e a manutenção tem melhor qualidade. Já carros usados do Nordeste e do Norte sofrem com estradas ruins e salinidade. Os usados da região Sul são os mais valorizados porque a população possui uma cultura de conservação do veículo. Para comprar um carro em outra cidade por um preço interessante, no entanto, são necessários vários cuidados. 

Encontre um veículo pela internet e negocie preços com o vendedor, mas nunca faça um depósito em sua conta antes de confirmar que o automóvel realmente existe e está em boas condições. Se possível, peça para algum amigo que vive na cidade do vendedor para vistoriar o automóvel. E só pague pelo carro no momento da transferência do documento.

6 - Tome o crédito certo. Nos últimos anos, os bancos se tornaram muito mais flexíveis na concessão de empréstimos para a compra de veículos. Não é por esse motivo que o consumidor deve se endividar até o pescoço. Os prazos para o pagamento de empréstimos chegam a até 80 meses. No entanto, especialistas recomendam que nenhum bem seja pago durante um prazo maior que o de sua utilização média. 

O consumidor também deve sempre insistir que a loja lhe forneça o custo total de um empréstimo. Muitas vezes os juros que parecem baixos se tornam bastante salgados quando são incluídos outros encargos, como taxas de cadastro, seguro, IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), serviço de despachante e registro no Detran. O custo total do empréstimo serve tanto para o comprador do veículo analisar se a prestação realmente caberá no seu bolso quanto para ele comparar a taxa cobrada por uma instituição com a oferecida pelas demais. 

Por último, o custo total é importante para mostrar as promessas que muitas montadoras e concessionárias fazem de vender veículos com juro zero nem sempre são verdadeiras. Especialistas também recomendam que os compradores economizem para dar a maior entrada possível no financiamento. Dessa forma, o gasto com juros será menor e ainda será possível ganhar algum dinheiro com a aplicação das economias no banco. 

Ao analisar se uma prestação cabe em seu bolso, lembre-se que um carro também tem gastos de manutenção, combustível, IPVA, licenciamento e seguro, entre outros. Rodar com um veículo custa por mês cerca de 3% de seu valor de mercado. Portanto, não é recomendável se endividar sem levar em conta a existência desses gastos.

7 - Descubra se o carro não é roubado. As concessionárias já realizam essa checagem e garantem a procedência dos veículos vendidos aos clientes. Ao comprar um veículo de pessoa física, no entanto, é necessário fazer uma vistoria. Cheque os número do chassi, dos vidros e da placa. Veja se são os mesmos que estão no documento. 

Verifique no site do Detran se a placa do carro é verdadeira e se não há pendências - como multas - a serem pagas. Analise também se o documento do veículo não é adulterado. Os verdadeiros possuem um alto-relevo em toda a sua volta. É importantíssimo que a vistoria seja feita com o documento original - e não por cópias enviadas por fax. Se alguém comprar um carro e, numa blitz policial, descobrir que ele foi furtado no passado, vai perder todo o dinheiro que desembolsou. Na dúvida, o mais recomendado é contratar empresas especializadas em vistorias de veículos, que podem realizar esse serviço por menos de 100 reais.
 
8 - Cheque se o veículo não foi danificado em uma colisão grave. Acidentes costumam causar avarias capazes de desvalorizar - e muito - o preço justo de um veículo. Mas também costumam deixar cicatrizes que alertam o comprador de que ele poderá ter problemas futuros. Para identificar a ocorrência de acidentes, faça uma vistoria na pintura com o carro seco e limpo. Ao observá-lo em algum lugar bem claro, de preferência durante do dia, será possível enxergar pequenas diferenças na pintura que denunciam acidentes no passado. Verifique se há simetria entre as portas, os parachoques e o teto. 

Ondulações, pequenos amassados na lataria ou diferenças nas quinas do capô são outras indicações de colisão. Dê "pancadinhas" com os dedos na lataria para verificar se o barulho é diferente em algum ponto - o que indicaria a colocação de massa plástica. O ideal é verificar se a própria estrutura do carro não foi avariada. Uma colisão severa costuma exigir reparos no monobloco. Nos casos mais graves, o Detran determina que seja grafada a palavra "sinistrado" no documento - o que nem sempre acontece. 

Se mesmo após a inspeção você tiver dúvidas sobre o passado do veículo, o ideal é contratar uma empresa especializada. No site www.checkauto.com.br , é possível saber se um carro foi furtado, se sofreu danos em algum acidente grave, se a contagem da quilometragem foi adulterada, se está alienado ao banco, se foi comprado de locadora ou se foi adquirido em leilão, entre outras informações. O serviço custa 25 reais por carro, mas costuma compensar. 

9 - Identifique carros danificados por enchente. O jeito mais fácil de detectar se um carro ficou alagado na enxurrada é pelo cheiro. Sachês que perfumam o interior do veículo costumam ser usados para disfarçar o odor. Mesmo após uma higienização, ainda é possível achar barro e impurezas depositadas em lugares pouco expostos. Verifique também o estado do estofamento dos bancos e do carpete. Se o tecido estiver estragado, desconfie. O carro pode ter sido vítima de enchente ou está com problemas de vedação.

10 - Analise o estado de conservação geral do veículo. Mesmo que não tenha passado por uma acidente grave ou por uma enchente, muitas vezes um veículo não está em bom estado por descuido do dono. A primeira coisa que deve ser observada é o manual do automóvel. Lá está registrado se o proprietário realizou todas as revisões indicadas pela montadora. Pode parecer um detalhe, mas isso é um sinal de quão cuidadoso o dono foi com o veículo. 

Procure também pontos de ferrugem em cantinhos e debaixo das guarnições ou do assoalho. Pode ser um sinal de problemas na vedação. Verifique se o carro tem extintor, macaco, triângulo, chave de rodas e estepe em condições de uso. Veja se há vazamento de óleo embaixo do carro, se há queima excessiva de óleo no motor ou se há presença de manchas escuras no escapamento. Verifique se o motor não é turbinado. A legislação brasileira não permite a adulteração de suspensão ou do motor. Se o carro demora para ligar, há folgas no motor. Para testar a suspensão, dê uma volta em terrenos de terra ou razoavelmente irregulares. Ruídos e estalos vão denunciar eventuais problemas. 

Outra forma de verificar o estado da suspensão é balançar o carro para baixo segurando pelo parachoque. Se, ao largá-lo, o veículo balançar duas ou mais vezes, o amortecedor está em más condições. Confira o estado dos pneus. Desgastes irregulares podem indicar problemas com a suspensão ou a falta de alinhamento das rodas. Já pneus carecas ou com mais de 60.000 quilômetros rodados precisarão ser substituídos porque trazem risco à segurança. Para verificar o estado dos freios, ouça se há ruídos metálicos no momento da utilização. Esse será um indício de que as pastilhas estão gastas. Para os compradores que não se sentem seguros com os resultados da própria vistoria, é recomendável levar o carro a um mecânico de confiança ou à oficina de uma empresa especializada.
fonte: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/carros/noticias/dez-dicas-comprar-carro-usado-560871

VIDROS


Para evitar riscos precoces, nunca ligue o limpador de pára-brisa quando o vidro estiver seco. 


Ele normalmente acumula poeira, óleo e outras sujeiras. Para lavar os vidros, utilize sempre muita água com detergente suave ou limpa-vidros e uma flanela macia. Não deixe que a sujeira se acumule. Eles devem estar sempre bem limpos para não prejudicar a visibilidade, principalmente, e contribuem com a boa aparência do veículo.

Como evitar vidros embaçados no frio

Época de frio é comum os vidros embaçarem

De Fernando Pedroso


Como evitar vidros embaçados no frioNesta época do ano, com o frio, é muito comum os vidros dianteiros e traseiros dos carros embaçarem em função da diferença de temperatura interna e externa do veículo. Este fenômeno acontece quando o ar de dentro do carro aquece, já que os vidros ficam fechados e a própria luminosidade externa aumenta a temperatura interna, causando o efeito estufa.

“A umidade de dentro também aumenta devido à respiração dos passageiros e do próprio aquecimento. Como a superfície das janelas está fria em função do contato com o ar exterior, a umidade condensa e forma o que chamamos de 'embaçamento'”, explica Jomar Napoleão, vice-diretor do Comitê de Veículos Leves do Congresso SAE Brasil 2010.

Alguns modelos contam com desembaçador para eliminar esta situação, mas, no caso dos populares, por exemplo, o equipamento só está disponível como opcional. Já as picapes compactas nem contam com a facilidade. Sem o acessório, a visibilidade pode ficar prejudicada e, com isso, o motorista está sujeito a acidentes. Saiba, no entanto, que essa situação é simples de ser evitada com alguns cuidados.

Se o modelo contar com o desembaçador traseiro, é só ligá-lo. Ele é composto por filetes elétricos que esquentam o vidro e eliminam a umidade. Caso não possua o sistema de desembaçamento, o primeiro passo é manter as janelas limpas por dentro e por fora. Mesmo a sujeira que não está aparente aparece quando o vidro começa a embaçar. Use produtos específicos para limpeza ou esfregue jornal na superfície.

Napoleão ensina também a injetar ar externo mais frio, abrir as janelas ou ligar circulação forçada de ar. “Normalmente, para ter uma boa eficiência, o ideal é usar o ar-condicionado, que retira a umidade do interior do veículo e, por isso, o 'desembaçamento' é mais rápido”, diz. “Nos veículo somente com ventilação, deve colocar a rotação no máximo e deixar as janelas pelo menos com uma fresta, para que haja troca de ar com o ambiente externo.”
fonte:  http://msn.icarros.com.br/noticias/manutencao/como-evitar-vidros-embacados-no-frio/8636.html

Compra de carro em outra cidade pode sair mais barato

São Paulo tem os veículos novos mais baratos do país; região Centro-Oeste oferece os usados mais baratos, mas é preciso ficar de olho na qualidade

De João Sandrini, de  
 
O número de pessoas que compra um carro para viajar certamente é bem maior do que o grupo que viaja para comprar um carro. Engana-se, no entanto, quem acha que a minoria enlouqueceu. O preço dos carros novos em São Paulo é o menor do Brasil e pode justificar o deslocamento. Segundo a tabela da Molicar, empresa que coleta o valor de mercado de veículos em todo o país, um carro 0 km custa até 5,2% mais em outros estados quando comparado aos preços do mercado paulista. Já os carros usados mais baratos estão no Centro-Oeste e os mais caros, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. (veja abaixo qual é o desconto ou o sobrepreço dos carros em relação a São Paulo, segundo a Molicar).

Regiões de AbrangênciaCarros de passeio

Novos

Usados

Nordeste (1)

  
Abrangência3,5-1,2
BA,SE  
   

Centro Oeste (1)

  
Abrangência3,4-2,0
DF,MS,GO,MT,TO  
   

Sudeste (1)

  
Abrangência2,9-1,6
MG  
   

Sul (2)

  
Abrangência3,43,2
PR  
   

Sudeste (2)

  
Abrangência2,8-1,3
RJ  
   

Sul (2)

  
Abrangência4,03,7
RS,SC  
   

Nordeste (2)

  
Abrangência4,4-1,5
PE,AL,PB,RN  
   

Norte (1)

  
Abrangência5,2-1,2
PA,AP  
   

Nordeste (3)

  
Abrangência4,8-1,3
CE,PI,MA  
   

Sudeste (3)

3,9-1,6
Abrangência  
ES  
   

Norte (2)

4,4-1,7
Abrangência  
AM,RR,AC,RO    

Em geral, o valor dos veículos novos sofre pequenas variações de acordo com o preço do frete. O principal fator para que São Paulo tenha um carro mais barato, no entanto, é a grande concorrência entre as concessionárias. O consumidor paulistano pode pesquisar o preço de um mesmo veículo em várias lojas antes de levá-lo para a garagem. Mesmo marcas não tão populares como Citröen ou Mitsubishi possuem diversas concessionárias no estado que disputam compradores entre si. O consumidor portanto, tem como espremer o vendedor até que ele aceite um melhor preço. Além disso, por ser o maior centro de negócios do país, São Paulo abriga muitas empresas que compram carros no atacado e conseguem preços melhores – jogando o preço médio para baixo.

Entre os estados com carros novos mais baratos, aparecem em seguida o Rio de Janeiro e Minas Gerais. Esses mercados possuem características bastante parecidas com as de São Paulo, mas em um grau menor de intensidade. Já os valores mais altos são cobrados no Amazonas e no Pará. Os dois estados estão bastante distantes das principais montadoras - o que encarece o frete. O número de concessionárias é bastante limitado. Além de reduzir a disputa por fatias de mercado, a menor concorrência desestimula as lojas a formar estoques - e a queimá-los quando necessário.

Usados
Já o preço dos veículos usados varia de acordo com condições culturais, das estradas e até climáticas de cada região. O coordenador técnico do setor de veículos da Fipe, João Alves, afirma que a diferença de preços entre os seminovos já foi muito maior do que atualmente. Antes dos sites de comercialização de veículos se tornarem bastante populares no Brasil, um comprador do interior do Pará tinha poucas alternativas para a consulta de preços e acabava nas mãos dos poucos fornecedores de veículos da região. "Já se foi o tempo em que o cara conseguia um carro 20% mais barato ao vir para São Paulo", diz Vitor Meizikas Filho, analista de mercado e gestor da Molicar. "A internet reduziu muito a diferença de valores."

Os carros usados mais caros encontram-se na região Sul - e há motivos reais para isso. Em geral, as estradas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná são melhores que a média brasileira. Os carros estão menos expostos ao sol, que estraga a pintura. Quem roda em Curitiba, por exemplo, não precisa se preocupar com os efeitos da salinidade sobre o veículo como os proprietários de cidades como Rio de Janeiro ou Salvador. Por último, o dono de carro nos estados do Sul gosta de cuidar bem do automóvel. Essa "cultura da conservação" naturalmente valoriza o veículo na hora da revenda.

Tanto que, quando as lojas de veículos do Sul precisam buscar carros em outros estados por falta de oferta, vêm para São Paulo. Os carros paulistas são bastante aceitos em todo o país porque as estradas, as oficinas de manutenção, os estoques de peças originais e a qualidade da mão de obra são, na média, melhores que em outros estados. O preço dos veículos usados costuma ser menor do que no Sul principalmente devido à grande concorrência entre os vendedores. "A oferta de carros é maior em São Paulo porque 65% da frota de todo o país roda no estado", diz João Alves, da Fipe.

Já os carros que rodam no Centro-Oeste, Norte e Nordeste perdem valor por causa das condições das estradas e devido às altas temperaturas. "São carros que não têm a mesma qualidade. As condições de uso são severas", diz André Martins, gerente de vendas da Caltabiano em São Paulo. Além disso, faltam carros usados em boas condições nas cidades mais afastadas dos grandes centros. Tanto que muitos lojistas de Cuiabá, por exemplo, vão buscar veículos em locais como Brasília, onde a oferta de veículos em boas condições de uso é maior.

Como comprar em outras cidades
Quem se interessou pela possibilidade de comprar um carro em outra cidade deve saber que a compra de carros usados exige diversos cuidados. Encontrar veículos com preços interessantes tanto nas páginas das concessionárias na internet quanto em sites de classificados de veículos é muito fácil. Somente na WebMotors, o maior site de comercialização de veículos do país, há cerca de 200.000 ofertas consultadas por 8 milhões de pessoas diferentes por mês. No site, o preço de um mesmo modelo chega a variar mais de 5.000 reais.

Em geral, as melhores ofertas são colocadas por pessoas físicas - e não por lojas ou concessionárias. Mas é recomendável desconfiar dos preços baixos demais, principalmente quando justificados com o fato de o veículos ter sido ganho em sorteio, brinde ou herança - o que raramente é verdade. Para quem está interessado em um carro de um internauta de outra cidade, saiba que é imprescindível vistoriá-lo antes da compra. Sem uma inspeção presencial, é praticamente impossível garantir que um carro não ficou debaixo d'água durante uma enchente, foi roubado ou sofreu avarias graves em um acidente. Muitas vezes algum desses defeitos só é descoberto quando o veículo é levado para a análise de um especialista.
O ideal é pedir para algum conhecido verificar as condições de uso e a própria existência do veículo antes de realizar qualquer depósito na conta do vendedor. Ter certeza sobre a veracidade do endereço e do telefone declarados no site também é importante. Tomados todos esses cuidados, é hora de negociar o pagamento. O ideal é tentar não depositar nenhuma garantia com antecedência. Mesmo o dinheiro da passagem muitas vezes pode ser negociado. Há casos em que o comprador obtém do vendedor a promessa de que o custo do bilhete aéreo será reembolsado caso o carro não esteja nas condições descritas.

Outra saída é tentar conciliar a compra do carro com alguma visita que deveria ser realizada à cidade do vendedor. Para economizar, muita gente já também volta para o município de origem dirigindo o novo carro. Quando a distância é muito longa, a opção é despachar o veículo por carreta. O frete costuma custar ao menos 500 reais - o valor varia muito de acordo com a distância. Isso deve ser colocado na conta para avaliar se vale a pena ou não comprar um carro em outra cidade. Muitas vezes a viagem só compensa quando o valor do carro é bem alto ou quanto se trata de um veículo que simplesmente não existe em determinada região.
fonte: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/carros/noticias/comprar-carro-outra-cidade-pode-valer-pena-559039